11 de janeiro de 2010



Camus, cinquenta anos depois


Tive o privilégio de um convite do António Mega Ferreira para fazer uma montagem de texto com excertos de "O Estrangeiro" e apresentar numa leitura de 45 minutos no CCB, no passado dia 10 de Janeiro, ao lado de Nuno Carinhas que leu um excerto do texto "Jonas", do livro "O exílio e o reino" e do próprio Mega Ferreira que leu um artigo de Sartre publicado logo após a morte de Camus e, ainda, três textos de "Sísifo". Fui muito feliz a descobrir (tardiamente) Camus. Fui muito feliz de poder partilhar a minha descoberta e a minha leitura com o público presente na sala Almada Negreiros do Centro Cultural de Belém.

Foto retirada da Notícia do D.N.

3 comentários:

Anónimo disse...

Sonho com a multidão num cântico de liberdade,
com a alma na verdade a latejar pujante.
Com os seres invísiveis abraçados em irmandade,
abençoando cada um com o seu sopro vibrante.
Sonho com a transmutação de cada alma errante
a metamorfosear o acto vil em bondade
através do pleno sacrifício em que de mutante
retorna ao primordial apenas pela saudade.
Sonho com a luz que no nevoeiro é sonante
e desperta os enfermos do leito de mortandade,
(-único abrigo para quem é dissonante.)
Sonho com a ascenção de toda a humanidade
que prisioneira da matéria saturante
se liberta na Luz, na única Realidade!
Sonho com um corpo radiante
que no espaço brinca delirante
com a sua armadura de divindade
com a qual é eterno num instante!
Sonho com o trajecto da imortalidade
onde a morte é passagem amante
da que o espírito vivifica com fidelidade.
Sonho com uma alma de navegante
que traça o céu governante
onde novas constelações são imagem dominante
duma nova terra onde a esfera do Amor é diamante!

Miss Kin disse...

Hoje fiquei tua fã, a tua leitura de excertos da "Ode Marítima", foi sublime. Obrigada.

Li disse...

K sorriso maravilhoso... :)